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Lugares

Juacema

Contam que, no buraco onde surgiu o primeiro de nós, hoje conhecido com Lagoa Encantada ou Lagoa Tola, existe muito ouro. Mas ninguém consegue pegá-lo, por conta do grande jacaré amarelo, o guardião da Lagoa, protetor de todos os seus segredos. Os mais velhos contam que a lagoa tem esse nome porque, diante do perigo, suas águas correm para cima, enganando os forasteiros que desrespeitam seus encantos e querem suas riquezas.

Hoje, Juacema é mais reservado, tornando-se um lugar sagrado e de difícil acesso. Desejamos que seja mantido assim, cheio de simbologia e significado sobre a origem de nosso povo e preservado para as gerações futuras, pelo bem da cultura e memória Pataxó.

Reserva da Jaqueira

Esse espaço sempre foi considerado pelos Pataxó um lugar sagrado, morada dos espíritos, lugar de rituais, repleto de muita energia positiva. A Reserva da Jaqueira, por decisão coletiva, foi transformada numa reserva permanente da comunidade. Nesse espaço, são realizados trabalhos de revitalização e afirmação da cultura Pataxó, educação ambiental aliada ao etnoturismo para o desenvolvimento sustentável, e divulgação da história e aspectos da cultura, mostrando o modo Pataxó de viver, ocupar o território e preservar os costumes e tradições em harmonia com a natureza

Monte Pascoal

Considera-se que o Monte Pascoal foi o primeiro ponto de terra avistado pelos portugueses em 1500. Transformado em Parque Nacional, possui uma área de 22.500 hectares que é compartilhada com a reserva indígena dos Pataxó. Após anos sob jurisdição do IBDF, em 1999, através de várias reuniões do Conselho de Caciques das aldeias Pataxó e algumas tentativas de reconquista, os índios conseguiram mostrar que possuem capacidade para cuidar desse patrimônio que por direito deveria pertencer a eles. Atualmente, o trabalho de fiscalização do Parque é realizado por profissionais indígenas capacitados para combater incêndios e atuar 106 como agentes ambientais. Essa nova forma de atuação evidencia não só o compromisso dos povos indígenas com a preservação do meio ambiente, mas também a importância do monte como um marco das lutas dessa população. Nesse marco, está a vida e o sangue dos antepassados que morreram na esperança da reconquista daquele local.

Sambaqui

Depósitos constituídos por materiais orgânicos, ossos, conchas e outros materiais calcáreos que, com a ação do tempo, acabaram por sofrer uma fossilização química, difundindo o cálcio em toda a estrutura e petrificando os detritos e ossadas por ventura ali existentes. Atualmente, existem dois sambaquis localizados na TI Aldeia Velha.

Para Paty Pataxó, a grande importância dos sambaquis para a cultura Pataxó é a comprovação de que muito antes da chegada dos portugueses, o seu povo já habitava essa região, possuía seus costumes, suas tradições. O sambaqui é o cemitério do povo Pataxó, onde estão enterrados não apenas pessoas, mas todo um modo de vida.

Povo Pataxó. Inventário Cultural Pataxó: tradições do povo Pataxó do Extremo Sul da Bahia. Bahia: Atxohã / Instituto Tribos Jovens (ITJ), 2011.
1. Pataxó – Bahia. 2. Povos indígenas. 3. História. 4. Cultura. 5. Autonomia. I. Coordenação de Pesquisa da Língua e História Pataxó – ATXOHÃ.

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