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Reservas Indígenas Pataxó

“Contam os mais velhos que em um lugar encantado, chamado Juacema, surgiu um grande guerreiro: Txôpay (o criador). Em um dia ensolarado, Txôpay provocou um grande temporal na Juacema, onde se formou um imenso buraco. Cada pingo de água que caía no buraco se misturava ao barro, dando forma a índios belos e fortes. Nós, índios, saímos do buraco e começamos a povoar e habitar aquela terra” (Mito de criação do povo Pataxó).

Os índios conhecidos sob o etnômio Pataxó ocupam parte da faixa litorânea e interior do Extremo Sul do estado da Bahia e municípios do interior de Minas Gerais. Em sua totalidade, existem 11.833 (Funasa, 2010) Pataxó distribuídos em vinte e cinco aldeias nesses estados. Não há estrito consenso em relação à família linguística a que pertencem: se, de um lado, há os que consideram que os Pataxó pertencem à família linguística Goyatacá; de outro, a maior parte dos linguistas afirmam que a língua Pataxó faz parte da família linguística Maxakali, que ora pode ser considerada uma subdivisão do grupo Jê, ora uma família linguística completamente independente do grupo Jê. De qualquer modo, atualmente é consenso que os Pataxó pertencem ao tronco linguístico Macro-Jê.

É interessante destacar esse dado porque ele reflete os violentos processos de contato com os não-índios a que os Pataxó e os índios de outras etnias foram compelidos: além do extermínio da população e usurpação de seu território, as línguas nativas também sofreram perdas irremediáveis. No caso, a língua Pataxó persistiu, no mínimo, até 1938, quando Curt Nimuendaju encontrou falantes estabelecidos na Reserva Caramuru-Paraguaçu, aldeia dos Pataxós Hã-Hã-Hãe.

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